Página Inicial Data de criação : 08/12/12 Última actualização : 09/11/12 13:01 / 78 Artigos publicados
 

CAPACIDADES MOTORAS  (CAPACIDADES MOTORAS) Inserido Friday 08 January 2010 15:44

CAPACIDADES MOTORAS

DOC. N.º 14

 

4. SIMPLES ABORDAGEM AO TREINO E SUA INFLUÊNCIA NAS

MULHERES

 

4.1. Principais diferenças entre o sexo masculino e feminino:

- Tamanho e composição corporal.

 

Normalmente, o homem sendo mais alto, apresenta também o centro de gravidade mais

elevado. Por outro lado a mulher revela uma maior quantidade de gordura corporal

comparativamente ao homem. O que equivale dizer que na corrida, a mulher enfrenta

maiores dificuldades, devido a esse peso extra. Um outro aspecto é que a mulher ao

apresentar uma pelve mais larga que o homem, implica que na corrida, tenha de

sobrecarregar os músculos do quadril e daí, uma menor eficiência mecânica durante a

actividade.

- As capacidades dos sistemas energéticos das mulheres são menores que as do homem.

Isto é, as concentrações de ATP e PC nas regiões musculares, são praticamente as

mesmas para ambos os sexos. No entanto, dada a existência de uma menor quantidade

de massa muscular total na mulher, existe menos fosfagénio total disponível nos

músculos para ser usado durante o exercício.

- A força absoluta das mulheres é aproximadamente 2/3 da do homem. No entanto, os

aumentos relativos de força nas mulheres são os mesmos, ou até mesmo superiores aos

homens, após programas de treino com pesos, semelhantes.

Neste contexto, as mulheres podem conseguir ganhos substanciais de força quando se

propõem a programas de treino de força com pesos. Daí que os programas de treino com

pesos podem e devem ser utilizados nas mulheres que desejam melhorar o seu

desempenho em desportos que exijam força. As consequências em termos de alterações

na composição corporal são as seguintes:

- Pouca ou nenhuma variação no peso corporal total;

 

 

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CAPACIDADES MOTORAS  (CAPACIDADES MOTORAS) Inserido Friday 08 January 2010 15:42

CAPACIDADES MOTORAS

DOC. N.º15

 

- Grandes reduções da gordura corporal relativa e absoluta; e,

 

- Grande aumento de peso corporal magro.

 

Relativamente à hipertrofia muscular, esse fenómeno é muito menos pronunciado na

mulher, apesar de se verificar um ligeiro aumento da sua massa muscular quando

treinam frequentemente a força muscular. Este fenómeno não resulta em massa

muscular excessiva, nem produz um efeito masculinizante. E, a justificação deve-se ao

facto de a hipertrofia muscular ser normalmente regularizada pela hormona

testosterona, cujos níveis são cerca de 10 vezes superiores nos homens

comparativamente às mulheres. Outro factor a considerar relativamente a este aspecto

de alteração da composição corporal, é que as mulheres apresentam uma menor

quantidade de massa muscular e maiores reservas de gordura subcutânea que tendem a

disfarçar o relevo e a exuberância musculares característicos do homem.

4.2. Treino / Distúrbios menstruais:

- O exercício ligeiro na mulher não exerce efeitos significativos sobre os distúrbios

menstruais;

- O treino forte e intensivo e, a competição, provoca a amenorreia em algumas atletas;

- Durante o período menstrual a mulher pode treinar e competir, desde que a mesma

esteja segura de que não ocorrerão sintomas desagradáveis ou prejudiciais;

- Os traumatismos nas mamas e de outros órgãos reprodutores não são muito comuns,

mesmo em desportos de contacto como o futebol.

Relativamente a este último aspecto, sobre o risco de possíveis lesões nas mamas, é

aconselhável o uso de protectores mamários, inclusive para evitar os movimentos ou

excursões laterais, superiores e inferiores, provocadas pela corrida e demais

movimentos.

 

 

 

 

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CAPACIDADES MOTORAS  (CAPACIDADES MOTORAS) Inserido Friday 08 January 2010 15:38

CAPACIDADES MOTORAS

DOC. N.º 16

 

4.3. Alterações fisiológicas após o treino:

 

- O aumento significativo na capacidade máxima do sistema de O2 é o mesmo da

potência aeróbia máxima (VO2 max). Este um fenómeno que está relacionado com os

aumentos do volume sanguíneo total, aumentos da hemoglobina total e aumentos do

volume cardíaco.

- Aumento significativo do acúmulo de ácido láctico no sangue, após um exercício de

elevada intensidade.

- Aumento significativo do débito cardíaco e do volume de ejecção.

- Aumento da capacidade anaeróbia.

Esta magnitude de alterações introduzidas pelo treino é comparável aos homens. Isto é,

o treino facilita o trabalho submáximo e, como assim, produz menos tensão fisiológica.

De realçar também que, comparativamente ao homem, o trabalho aeróbio, apesar de

potenciar um aumento do número de mitocôndrias nas miofibrilhas, este é inferior nas

mulheres, o que parece interferir na potência máxima global na mulher.

Outras alterações provocadas pelo treino nas mulheres, são a diminuição do colesterol

sanguíneo, do ferro sérico e das pressões sistólicas e diastólicas (pressão arterial). E,

neste conjunto de diminuições, a que é de facto indesejável, é a perda de ferro, devido à

formação de novas hemácias. E este fenómeno, sendo na mulher mais comum e natural

devido à menstruação, tende a agravar esse efeito indesejável.

Neste contexto em que há uma tendência de perda de ferro, pode ser aconselhável e

necessário algumas atletas serem sujeitas a um suplemento dietético com ferro. No

entanto, é de todo aconselhável que todas sejam alvo de uma avaliação médica, para um

diagnóstico das reservas de hemoglobina.

 

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CAPACIDADES MOTORAS  (CAPACIDADES MOTORAS) Inserido Friday 08 January 2010 15:16

CAPACIDADES MOTORAS

DOC. N.º 17

 

4.4. Considerações ginecológicas relacionadas com o exercício:

- Menstruação -, o início da menstruação. O exercício de intensidade elevada tende a

retardar a menarca em mulheres com perfomances e resultados acima da média. E a

relação é a seguinte: o exercício favorece o aumento da prolactina, que sendo uma

hormona segregada pela hipófise, tem como função, a preparação e capacitação das

mamas para a lactação. Este um fenómeno que tende a retardar a maturação do ovário,

o que pode provocar o atraso da menarca ou então a amenorreia.

Exercício e distúrbios menstruais:

Segundo os estudos efectuados, parece não haver grande influência do exercício nos

distúrbios menstruais. Nem inclusive uma grande variação nos ciclos menstruais, como

consequência da participação nos desportos. Entretanto a grande intensidade de treino

pode influenciar a amenorreia. E, uma provável causa da amenorreia poderá estar na

redução da gordura corporal.

Segundo um outro estudo, é natural que a dismenorreia poderá ser menos comum na

mulheres que praticam a actividade física, comparativamente às mulheres mais

sedentárias.

Durante cada ciclo menstrual, a perfomance da atleta normalmente não é diminuída

nessas fases. No entanto, não deixa de ser um assunto muito individual. Mas,

normalmente, não justifica deixar de treinar ou competir normalmente.

Análise conclusiva:

As jovens podem ser sujeitas a treinos de elevada intensidade, dado que não exercem

influências desfavoráveis sobre a menstruação, a futura gestação e o parto.

Principais conceitos:

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CAPACIDADES MOTORAS  (CAPACIDADES MOTORAS) Inserido Friday 08 January 2010 15:14

CAPACIDADES MOTORAS

DOC. N.º 18

 

- A avaliação médica é fundamental.

- Em média, as mulheres são mais baixas e mais leves, com mais tecido adiposo e

menos massa muscular que os homens.

- As mulheres possuem as mesmas concentrações de ATP + PC muscular que os

homens, porém, dada a maior massa muscular nos homens, as reservas totais desses

fosfagénios são menores nas mulheres. E algumas diferenças no desempenho entre

homens e mulheres, podem ser explicadas com base nas diferenças da composição

corporal e no tamanho do corpo.

- As mulheres costumam exibir níveis mais baixos de ácido láctico no sangue após o

exercício máximo, que os homens. E, a principal razão desse fenómeno é a menor

massa muscular da mulher, o que pode explicar alguma desvantagem da mulher em

relação ao homem, em provas que dependem em grande parte do ácido láctico.

- A potência aeróbia máxima (VO2 máx.) é menor na mulher, que no homem, Também

devido ao já referido menor peso e menor tamanho do corpo, bem como à sua menor

composição de massa muscular total, influenciando este aspecto, uma menor quantidade

de hemoglobina, assim como volume sanguíneo.

- Os treinos com pesos nas mulheres tendem a aumentar o nível da força muscular e, em

virtude dos menores níveis de testosterona, comparativamente aos homens, os

programas de treino da força, não produzem um volume muscular excessivo, nem

efeitos masculinizantes.

- A frequência de treinos, sua duração e intensidade, exercem os mesmos efeitos

evolutivos, tal como no homem, em termos de alterações fisiológicas e bioquímicas.

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