Página Inicial Data de criação : 08/12/12 Última actualização : 09/11/12 13:01 / 77 Artigos publicados

POSSE DE BOLA  (POSSE DE BOLA) Inserido Thursday 12 November 2009 13:01

POSSE DE BOLA

 

Este comentário vem da minha observação, e convicção de que   está-se a desvirtuar o objectivo do Jogo. Treinando-se para a "posse de bola" e fazendo desta o objectivo central do Jogo. Esquecendo que o objectivo do Jogo é o GOLO. Em que essa "posse de bola" só deve ser treinada em virtude de como podemos chegar ao GOLO, sendo essa "posse de bola" ser mais ou menos elaborada, como maior ou menor tempo e como menor ou maior número de jogadores (dando importância a qualidade). Mas nunca podemos deixar de treinar para o GOLO que na minha opinião é o atrator do Jogo.

 


Acredito que o GOLO é o melhor do jogo, mas como treinador, nada me dá mais gozo que um golo que resulta de uma jogada bem elaborada e finalizada com superioridade! Mas essa superioridade e jogada bem elaborada também pode ser uma rápida saída de contra-ataque após um lance de bola parada, por exemplo, em que em 3 toques a equipa consegue concretizar...

O GOLO é o que se pretende, e a posse de bola é tão só mais uma forma de pensar como será a melhor forma de chegar até ele, eu acredito que enquanto a minha equipa tenha a bola, o adversário não marca de certeza, e que quem poderá estar mais perto de chegar ao golo, ou quem poderá ter prioridade na forma como elabora os lances de perigo para a baliza contrária, será a equipa que tem a bola, ou seja, a minha... Se esta posse de bola não for produtiva, então temos de desenvolver a mesma com o intuito de chegar ao GOLO, mas creio que é com esse objectivo que todos a praticam...

 

Eu sou um adepto "ferranho" de jogos reduzidos, onde existem sempre balizas, e por vezes os GR também, com o intuito de poder introduzir condicionantes que transportem o jogo para aquilo se pretende, sem nunca deixar de ser verdadeiramente um jogo de futebol, mas reduzido, com todos os factores mais importantes do jogo, o passe com oposição, a obrigação de ler o jogo, as reacções rápidas nos momentos de transição e a constante procura de soluções por parte dos jogadores, pois eu também acredito que o jogo é o melhor professor.  

 

Também concordo que há equipas que estrategicamente deixam o adversário ter posse de bola para poder chegar ao GOLO, mas só o conseguem se a recuperarem  por isso, quando tenho a bola, ninguém me marca golo de certeza... Agora a minha prioridade após ter a bola deverá ser fazer o seu bom uso, procurando criar lances de perigo, da melhor forma possível naquele momento,   Confesso que não sou grande adepto de exercícios de posse de bola sem a mínima identificação táctica com o modelo de jogo da equipa e,   a forma exagerada como os treinadores procuram exercícios de posse de bola, sem a mínima orientação, sem a mínima direcção, e muitas vezes somente com o objectivo de trabalhar aspectos físicos... Isso também critico, também acho que nós, treinadores temos de ser mais criativos e procurar exercícios que coloquem os jogadores em situações onde a posse de bola possa ser a melhor forma de resolver o problema como que se deparam, mas que deverão sempre ter a opção que o jogo tem, de finalizar, de procurar o GOLO, e dos exercícios não terem a própria posse de bola como objectivo principal.

 

 

 

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CAPACIDADES MOTORAS  (CAPACIDADES MOTORAS) Inserido Friday 08 January 2010 18:03

 

CAPACIDADES MOTORAS

DOC. N.º 1

 

 

1. INTRODUÇÃO

 

O potencial humano é a fonte de desenvolvimento da humanidade, daí que não possa ser

desperdiçado ou banalizado. Manuel Sérgio refere que, “Um homem é, a meu ver, como

um cristal em movimento. Mede-se acima de tudo, pelo número de faces iluminadas”.

Perante uma visão do homem tão sincera e humana, é de enaltecer a coragem e o

esforço daqueles que se submetem à valorização constante das suas capacidades.

Certamente que o grande objectivo é optimizar os seus conhecimentos, a sua

intervenção, ou intervenções, para contribuir de uma forma mais eficaz, no acender do

maior número de faces em cada um daqueles que à posteriori expressam o resultado do

seu trabalho.

Neste contexto, o alvo da nossa formação é o Futebol que nos leva às mais variadas

áreas do conhecimento, para através dele contribuirmos para o desenvolvimento global

do indivíduo. E, este desenvolvimento global ou holístico subentende não só a

componente motora do atleta, mas também as suas capacidades psíquicas. Assim, o

trabalho a desenvolver deverá ter um carácter de articulação constante do corpo ou

motor, com o psíquico ou espiritual.

Neste âmbito, ao trabalharmos as capacidades motoras, não as podemos separar de

outras capacidades, que são as que regulam, orientam, planeiam e decidem o tipo de

respostas mais ajustadas em cada situação de jogo ou treino. Quer dizer, é importante

que o atleta ao executar cada uma das acções, sinta e percepcione o sentido de cada

movimento.

Esta simples introdução tem como principal objectivo, levar-nos a uma reflexão quanto

à importância e, a meu ver, essencial, de uma preocupação e atenção constante em

perceber que o atleta entende cada uma das acções que vai executando segundo o

planeamento de treino previamente elaborado.

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CAPACIDADES MOTORAS  (CAPACIDADES MOTORAS) Inserido Friday 08 January 2010 18:01

CAPACIDADES MOTORAS

DOC. N.º 2

 

 

Provavelmente nesta perspectiva, o futebol e obviamente o desporto é colocado ao

serviço do desenvolvimento pessoal e social.

O treino como um momento de actividade física, tem o ensejo de pôr à prova as

qualidades físicas, mas também, a perspicácia, a imaginação, a criatividade, a

afectividade e a inteligência. E, é esta multiplicidade solicitações e acções que rechama

o homem na sua íntegra, caracterizando o treino como um acto educativo, donde emerge

o desenvolvimento do corpo, do espírito, da própria natureza e da sociedade.

Então, o treino de Futebol refere-se à totalidade do ser humano. Assim, a pessoa

humana é o resultado do acto educativo, embora não exclusivamente o

institucionalizado, porque cada um é o criador de si mesmo. Não podemos esquecer

que, o que está em jogo no treino é a síntese do desenvolvimento das capacidades

físicas e paralelamente do sentido do movimento humano.

Assim, nesta constelação de áreas do conhecimento, é fundamental que o treinador sinta

que nunca está actualizado, porque está sempre confrontado com mudanças que o

obrigam a constantes ajustamentos e reajustamentos. No entanto, verifica-se muitas

vezes resistências entre os agentes do futebol a novos quadros do saber, essencialmente

devido ao desconhecimento de que a interdisciplinaridade é o diálogo entre autonomias.

Provavelmente, são os que negligenciam a totalidade da cultura na análise da sua prática

profissional. Isto é, não reconhecem o carácter parcial da sua especialidade. E, será esta

a principal justificação da sua fuga ao trabalho interdisciplinar.

Treinar é educar, o que obriga o treinador a saber corporizar valores, conseguir

inclusive exprimir os impulsos e pulsões dos seus atletas, em formas culturais de modo

a perspectivar plenas articulações entre as necessidades mais naturais e específicas e as

suas aspirações mais de carácter espiritual. E, esta é uma exigência que obriga a um

trabalho que objectiva moldar ou lapidar um atleta, desde a sua forma de pensar,

construir e agir, até à evolução da sua condição física, para que esta reunião de factores

contribua para um comportamento técnico, táctico, psíquico e outros, o mais ajustado

possível.

 

 

 

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CAPACIDADES MOTORAS  (CAPACIDADES MOTORAS) Inserido Friday 08 January 2010 17:58

CAPACIDADES MOTORAS

DOC. N.º 3

 

 

Assim, o treino, para além do desenvolvimento técnico-táctico, objectiva a melhoria da

condição física e psíquica. Relativamente à condição física, que implica o

desenvolvimento anátomo-funcional e que permite ao atleta uma adaptação às

características do jogo, verifica-se uma “agressão” dos mais variados sistemas

orgânicos: aceleração cardíaca e respiratória, o sistema ósteo-articular, muscular, etc.,

etc. Assim, para que determinada estrutura ou sistema seja mais solicitado, é

fundamental planear e desenvolver um tipo de trabalho específico que contemple a sua

maior exercitação. E, o que determina a direcção de um determinado trabalho, é

precisamente o tipo de exercício. Por exemplo, um exercício de baixa intensidade,

apenas mantém uma capacidade funcional do organismo. Por sua vez um exercício de

maior intensidade tenderá a uma adaptação de todo o organismo no sentido do aumento

do rendimento. Por outro lado, um exercício com uma intensidade excessiva já conduz

ao esgotamento, assim como a uma diminuição da capacidade funcional. E, é

precisamente o conhecimento e capacidade de selecção de exercícios com intensidades,

volumes e densidades mais adequados, que permite ao treinador elaborar previamente

um plano de treino ajustado a cada um dos objectivos a atingir.

Relativamente à componente psíquica ou perceptivo cinética, o atleta durante a

realização dos exercícios deverá manter um grau de vigilância que é da responsabilidade

de capacidades psicomotoras, ou de capacidades ditas superiores, para que a sua

adaptação ao tipo de exercício seja a mais eficaz e inclusive de forma que a próxima

repetição seja superior em termos qualitativos e, ou mesmo quantitativos,

comparativamente à execução anterior. Daí, a importância de uma análise posterior, do

auto- feed-back, que é essencial, ou, senão, a base da evolução.

O objectivo da união de todos estes factores vão ao encontro da ambição de qualquer

treinador, porque se situam na via do sucesso. E, é precisamente o conhecimento dos

aspectos referidos, que permite ao treinador optar pelo mais eficaz método de treino e

que se caracteriza com uma estruturação de exercícios físicos, técnicos ou tácticos,

associados continuamente à componente psíquica, individual e colectiva. Relativamente

a este aspecto, é importante realçar que o futebol, sendo uma modalidade colectiva,

 

 

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CAPACIDADES MOTORAS  (CAPACIDADES MOTORAS) Inserido Friday 08 January 2010 17:56

CAPACIDADES MOTORAS

DOC. N.º 4

 

 

qualquer decisão individual, apesar de individual, projecta-se numa dinâmica colectiva.

E, a negligência ou desconhecimento destes conceitos, obviamente que induzem o

treinador a optar pelo tipo de treino flutuante. Mais concretamente, denominaria, de

treino muito pouco racional, dada a ausência de um suporte que perspective e garanta

mais facilmente o caminho do sucesso. A reunião dos três factores referidos, associados

à componente psicológica. São um conjunto de condicionantes que facilitam a procura

da lógica do jogo, que traduz a capacidade de levar o jogador a pensar durante a sua

intervenção.

Um outro elemento essencial no futebol, é a capacidade de decidir, porque o futebol é

um jogo de decisões e, ganha quem tomar as melhores decisões. Num primeiro plano e

numa ordem sequencial, provavelmente, primeiro o treinador antes do jogo e depois os

jogadores durante o mesmo jogo. Então, a tomada de decisões no futebol é uma questão

essencial. É através da tomada de decisões que o sistema nervoso decide e responde aos

estímulos.

Neste âmbito, o futebol é um jogo global, até porque é multifactorial. Num simples

exercício os factores técnico, táctico, psíquico, físico, estratégico, etc., estão presentes,

ou reunidos naquele momento. Obviamente, uns mais que outros, conforme o tipo de

exercícios implementados e o objectivo previamente determinado, mas no seu conjunto,

todos se suportam e se manifestam.

A finalizar esta primeira parte, apenas uma simples sugestão aquando o

desenvolvimento das capacidades motoras, ou antes, na minha perspectiva, das

capacidades psicomotoras, dizia que, o planeamento do treino deverá contemplar

exercícios que se aproximem o mais possível da realidade do jogo. Isto é, cada

exercício deve respeitar a integridade inerente ao jogo.

 

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